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quinta-feira, 19 de julho de 2012

CICLISMO E OBESIDADE



Li este artigo de Carlos Menezes na Revista Bicicleta – Edição 018 – Junho 2012. Achei pertinente trazê-lo aqui, pois não é novidade pra ninguém que a obesidade vem se tornando uma epidemia mundial e afetando também muitos brasileiros.

No Brasil, o IBGE pesquisou no período de 2008 e 2009 e detectou que a obesidade atinge 12,4% dos homens e 16,9%  das mulheres com mais de 20 anos, 4,0% dos homens e 5,9% das mulheres entre 10 e 19 anos, 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas entre 5 e 9 anos.
Entre os anos de 1989 e 1997 a obesidade aumentou de 11% para 15% se mantendo razoavelmente estável desde então, sendo maior no sudeste do país e menor no nordeste. Se por um lado o poder aquisitivo do brasileiro colaborou para o aumento dessas estatísticas, uma vez que as pessoas passaram a ter mais acesso a alimentos supérfluos ricos em calorias, compra de veículos automotores e eletrodomésticos que facilitam a vida cotidiana, por outro lado esse mesmo aumento de poder aquisitivo tem feito com que as pessoas se preocupem com a qualidade de vida, buscando praticar exercícios para a manutenção da saúde. Dentre esses exercícios, a prática esportiva do ciclismo vem despertando o interesse de muitas pessoas como opção de queimar as calorias em excesso, consequentemente perdendo peso. Embora seja comum, vermos grupos de ciclistas magérrimos, por outro lado, não é raro nos depararmos com um grupo de ciclistas obesos ou com sobrepeso. É preciso deixar claro que o ciclismo por si só não faz milagres. Perder peso é regra matemática, é preciso gastar mais do que ingerir, para emagrecer. A palavra-chave para a perda de peso com a bicicleta é essencialmente a disciplina. O organismo se adapta ao peso acima do normal e, ao tentar emagrecer, o corpo entende como uma anormalidade e “boicota” a falta de ingestão de calorias levando-o a sofrer do tão famoso efeito sanfona. Por isso é preciso estabelecer algumas regras de rotina como ter dias e horários definidos para pedalar, fazer as refeições nas horas certas, evitar alimentos  com alto teor de gordura e calorias.

Antes de comprar a bike, é preciso definir algumas coisas:

Quantas vezes por semana vou pedalar

Quando se estabelece uma rotina de treinos, com o tempo o seu organismo se adapta à prática esportiva e quando furar a planilha de treinos, seu corpo sentirá falta dos hormônios liberados durante o esporte, despertando em você a vontade de sair para pedalar. Uma sugestão é pedalar três vezes por semana.

Quantos quilômetros pedalar a cada dia

No início, a preocupação deve ser somente em sair de casa para pedalar, cumprindo a frequência de treinos previamente estabelecida. Pedale 5 km em, no máximo uma hora (essa é a mesma velocidade com que você caminha). Aos poucos perceberá que estará percorrendo distâncias bem maiores no mesmo tempo.

 Onde pedalar

Escolha locais planos e evite pegar subida. Outra boa opção é pedalar em ritmo de passeio pelas ruas do bairro ou vá até a escola de seus filhos, até o seu trabalho, etc. Você vai descobrir um outro olhar pela cidade.

 Com quem pedalar


Nada de iniciar o pedal querendo acompanhar grupos de ciclismo ou trilha. Essas pessoas já pedalam há meses e acontecerá de duas uma: ou eles vão te deixar pra trás e você vai se sentir frustrado, fraco e incapaz de pedalar, ou eles ficarão parando para esperá-lo e você se sentirá um empecilho para o grupo, ambos os pensamentos colaborarão para que você desista de praticar o ciclismo.  Comece com alguém que também está começando. Mas precisa ser alguém motivado, que o estimule a pedalar. Se for alguém que você tenha que ficar insistindo, melhor pedalar sozinho.

  Do que vou abrir mão no meu dia a dia para encontrar tempo de pedalar?


Se você parar agora para pensar, vai perceber que não tem como inserir uma hora de ciclismo duas vezes por semana e duas horas no final de semana para pedalar. Então, elenque suas prioridades e veja o que é menos importante que possa ser substituído pela bici. Lembre-se de que tudo na vida é questão de prioridade, então, não espere enfartar para tornar o “perder peso” uma prioridade.

   Como devo conciliar minha alimentação?

A alimentação é tão importante quanto a prática esportiva e é importante não estabelecer restrições radicais, pois você não consegue se adaptar. É fundamental que procure um nutricionista esportivo para que direcione sua dieta, ajustando seu paladar a alimentos saudáveis ao longo dos anos.

   Acompanhamento profissional

Faça a coisa certa. Procure um médico e faça os exames mínimos necessários para conhecer como está sua saúde no momento.  De posse desses resultados, procure um treinador para orientá-lo nos treinos e cobrar que siga a dieta nutricional. Nunca encare isso como um gasto, pois todo o dinheiro investido será economizado em planos de saúde e consultas médicas no final de sua vida.

Somente depois de ter respondido a todas essas perguntas é que você deve partir para a etapa de comprar uma bike. Para fechar o assunto, lembre-se de que você não engordou da noite para o dia. Esse foi um processo lento e contínuo ao longo dos anos, portanto, não procure milagres. Coloque um objetivo para os próximos anos e não se arrependa do resultado.


PEDALAR FAZ BEM A SAÚDE. 


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Saúde e Nutrição

                                    FRUTAS PARA ESPORTISTAS

Os esportistas estão sujeitos a algumas condições que podem ser prevenidas e aliviadas com as frutas:

Anemia: açaí, amora, carambola
Artrite: abacaxi, ameixa e maçã
Cãibras musculares: banana, laranja e melão
Diarréia: maçã sem casca e banana-maçã
Digestão pesada: combinar as refeições pesadas com o abacaxi
Prisão de ventre: maçã com casca, ameixa e figo
Fadiga: banana, uva e figo
Retenção de líquidos: a maioria das frutas, por possuir potássio, pode provocar maior perda de líquido.
Baixar o colesterol: maçã, pêra, abacaxi e pêssego



                                                O PÓDIO DAS FRUTAS


As mais energéticas: açaí (495 kcal em 1 tigela pequena), abacate (235 kcal em 1/2 unidades), caqui (90 kcal por unidade) e figo (90 kcal por 3 unidades)
As menos energéticas: melão (20 kcal em 1 fatia) e pêssego (25 kcal em 1 unidade)
As mais ricas em fibras: açaí (35 g em uma tigela pequena) e goiaba (10 g em 1 unidade)
As mais ricas em carotenóides: manga (3600 mcg em 1 unidade), caqui (1800 mcg em 1 unidade)
As mais ricas em vitamina E: abacate (230 mg em 1/2 unidade), açaí (90 mg em 1 tigela pequena)
As mais ricas em potássio: banana (350 mg em 1 unidade) e uva (296 mg em 1 xícara)
As mais ricas em vitamina C: goiaba (370 mg em 1 unidade) e morango (110 mg em 1 xícara)
As mais ricas em cálcio: açaí (236 mg em 1 tigela pequena) e tangerina (40 mg em 1 unidade)
As mais ricas em magnésio: abacate (100 mg em 1/2 unidade) e banana (30 mg em 1 unidade)
As mais ricas em ferro: açaí (25 mg em 1 tigela pequena) e amora (5 mg em 1 copo médio)